O que Albert Einstein tem a ver com a Crise?

Quem diria! Albert Einstein fez um plágio post-mortem de um texto meu!

 

Se você buscar no Google “A Crise segundo Einstein” você verá milhares de referências de meu texto, mas como sendo do Einstein. O próprio SBT divulgou vinhetas que estão no Youtube, com parte do texto, mas atribuído ao gênio da relatividade.

 

Será que o Einstein aproveita a calada da noite para sair de seu túmulo e copiar os outros? Einstein, você é bom demais, cara! Pudera eu ter 2% de sua inteligência! Seqüestro autoral, que feio! Será por causa disto que ele mostra a língua? Bem, vamos agora falar sério de coisas sérias.

 

Se quiser, digite entre aspas no Google “a criatividade nasce da angústia”, “a crise da incompetência”, “calar na crise é exaltar o conformismo”, “quem supera a crise supera a si mesmo sem ficar superado”- e você entenderá.

 

Acredite se quiser. Há até referências na internet que “mostra a fonte”, isto é, diz que este texto está no livro Como Vejo o Mundo de Albert Einstein. Pode? Não bastava ir lá e conferir? Confesso que diante da insensatez humana e virtual eu fico na dúvida: Não sei se choro ou dou risada.

 

Hoje meu texto circula no Brasil, em Portugal, Argentina, México, Espanha, EUA e em muitos outros países. Pode-se constatar que mundialmente está sendo lido. É só clicar no Google e ler os comentários. Mas é o tal do “seo” Einstein, quem leva a fama! Que vontade eu tenho de puxar a orelha dele!

 

Bem, quero convocar a todos para que me mostrem onde está, nas obras de Albert Einstein, este meu texto que “ele escreveu” e que está circulando em vários países. Algum especialista em Einstein aceita meu desafio? Ninguém se apresentará?

 

Sabe por que não? Porque Albert Einstein não é o autor deste texto. Eu o escrevi em 1983 em meu TPD (Treinamento Programado à Distância) – Chefia e Liderança, uma das publicações da IOB – Informações Objetivas, vendida por dez anos. E as provas estão muito bem documentadas.

 

Como a verdade prevalecerá, aguardo que algum terráqueo verifique todas as obras do respeitável gênio germânico (incluindo cartas pessoais), e então mostre o que ninguém encontrou.

 

Sem broncas, mas com a lei e a ternura, eu quero mostrar o DNA de minha paternidade autoral porque uma autoria não pode virar patrimônio da humanidade apenas por que alguém digitalizou uma obra, trocou o nome do autor, jogou na rede, e tudo virou spam viral.

 

Bem, logo abaixo, está o texto A Crise segundo Einstein , cópia de meu texto, ligeiramente modificada e atribuída ao Einstein. E, a seguir, o texto original. Penso que Einstein se revirou na sepultura e está torcendo para que os direitos autorais de todos os escritores sejam levados a sério, inclusive os dele. E que não lhe acrescentem créditos pelo que não disse.
A CRISE SEGUNDO EINSTEIN (texto falso)

Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a
crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce
da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e
as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar
“superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio
talento e respeita mais os problemas do que às soluções. A verdadeira crise é
a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a
esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios,
sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito.
É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la,
e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro
e acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de
não querer lutar para superá-la.

 

CRISE (texto original)
Maurício Góis
A crise é a melhor benção que pode acontecer a pessoas e países porque a
crise traz progresso, a criatividade nasce da angústia e o dia lindo vem
do ventre da tempestade escura. É na crise que surge a invenção, a descoberta,
a reflexão e as grandes estratégias do “marketing” do amor. Quem supera a crise,
supera a si mesmo, sem ficar superado. E quem pendura no gancho da crise seus
fracassos e lamúrias, violenta seu próprio talento e tem mais respeito a problemas
que soluções. A crise é uma farsa, a não ser a crise de incompetência, pois o
problema de pessoas e países é de autogerência. Sem crises não há desafios,
sem desafios, a vida é rotina que chama o túmulo. Sem crise ninguém tem méritos.
É só na crise que você mostra que é bom, pois sem crise toda vento é carícia.
Por isso, falar da crise é promovê-la e calar na crise é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhe duro, desinflacione a crise de você mesmo e acabe de
uma vez com a única crise ameaçadora que é a da tragédia de não saber
por onde começar.
Vou gostar muito de receber um e-mail seu para saber o que você pensa de tudo isto.

 

contato@mauriciogois.com.br

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